A promessa de Cristo a respeito da inspiração
i. A comissão dos Doze. Quando o Senhor enviou seus discípulos para pregarem o reino dos céus (Mt 10.7), ele lhes prometeu a direção do Espírito Santo.
ii. O envio dos setenta. A promessa da unção divina não se limitava aos Doze. Quando Jesus enviou os setenta, para que pregassem "o reino de Deus" (Lc 10.9), ordenou-lhes: "Quem vos ouve, a mim me ouve; quem vos rejeita, a mim me rejeita.
iii. O envio dos setenta. A promessa da unção divina não se limitava aos Doze. Quando Jesus enviou os setenta, para que pregassem "o reino de Deus" (Lc 10.9), ordenou-lhes: "Quem vos ouve, a mim me ouve; quem vos rejeita, a mim me rejeita. As palavras que pronunciassem viriam de Deus, mediante o Espírito; não viriam deles mesmos.
iv. Os ensinos durante a última ceia. A promessa da orientação do Espírito Santo ficaria mais claramente definida por ocasião da última ceia. Jesus lhes prometeu: "Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito" (Jo 14.26).
v. A Grande Comissão. Quando Jesus enviou seus discípulos (Mt 28.19,20), fez-lhes a promessa também de que teriam toda a autoridade nos céus e na terra para realizar a tarefa. A palavra dos discípulos seria a Palavra de Deus.
A promessa de Cristo reivindicada pelos discípulos
i. A afirmação de estarem dando prosseguimento ao ensino de Cristo. Lucas afirma ter apresentado um relato exato de "tudo o que Jesus começou não só a fazer, mas também a ensinar" em seu evangelho. Ele dá a entender que Atos registra o que Jesus continuou a fazer e a ensinar mediante seus apóstolos (At 1.1; cf. Lc 1.3,4).
ii. Comparação entre o Novo e o Antigo Testamento. A semelhança do Antigo, o Novo Testamento é uma declaração profética da parte de Deus.
iii. Reivindicação direta de inspiração nos livros do Novo Testamento. No próprio texto dos livros do Novo Testamento há numerosos indícios de sua autoridade divina. São eles explícitos e implícitos.
Apoio à reivindicação de inspiração do Novo Testamento
Há dois tipos de evidências que demonstram haver total apoio à
reivindicação que o Novo Testamento faz acerca de sua inspiração divina.
Apoio à reivindicação de inspiração dentro do Novo Testamento
A igreja do século I não agiu com ingenuidade ao aceitar certos escritos como inspirados.
i. A leitura pública dos livros do Novo Testamento. Era costume judaico ler as Escrituras no sábado. A leitura em público dessas cartas como Escrituras Sagradas é prova de sua aceitação desde o início, pela igreja do Novo Testamento, por terem autoridade divina.
ii. A circulação dos livros do Novo Testamento. A ampla circulação de cartas mostra que outras igrejas, além daquela que originariamente fora a destinatária, reconheciam tais cartas como Sagradas Escrituras e assim as liam.
iii. A coleção dos livros do Novo Testamento. Os livros dos Novo Testamento circulavam entre as igrejas para ser lidos, mas Pedro também nos informa que eram colecionados. Tais livros circulavam entre as igrejas, eram lidos, copiados e colecionados pelas igrejas do Novo Testamento, sendo colocadas ao lado do cânon do Antigo Testamento; sem ser questionados, esses livros eram tidos como escritos inspirados.
iv. Citação dos livros do Novo Testamento. Os livros do Antigo Testamento foram escritos ao longo de um espaço de tempo muito maior que os do Novo. É por isso que há mais citações de profetas mais antigos pelos profetas mais recentes do Antigo Testamento. O fato, porém, de haver citações de livros mais antigos do Novo Testamento em livros mais recentes dessa parte da Bíblia revela-nos outro fato: aqueles livros eram tidos como inspirados por seus contemporâneos.
Apoio à reivindicação de inspiração da Igreja primitiva
Todos os autores do Novo Testamento são mencionados pelo menos por um pai apostólico por terem autoridade divina
i. Os primeiros pais da igreja. Os escritos mais antigos do cristianismo contêm inúmeras referências às Escrituras do Novo Testamento.
ii. Pais da igreja de época posterior. A partir da segunda metade do século II encontra-se apoio contínuo à reivindicação de inspiração feita pelo Novo Testamento.